Dou um tempo na Copa do Mundo para falar do mais incrível evento esportivo ocorrido nessa quarta-feira (e que vai continuar nesta quinta).
Torneio de Wimbledon, torneio de simples masculino, quadra 18, cerca de 1 e meia da tarde (horário local, 9 e meia da manhã horário do Brasil)
O americano John Isner e o francês Nicolas Mahut voltaram para continuar o quarto set do jogo que haviam iniciado na terça-feira (escureceu, e a quadra não tem refletores adequados). O placar em sets era 2X1 para Mahut, e o quarto set estava empatado. Duração do jogo até aquele momento: pouco mais de 2 horas e meia.
Torneio de Wimbledon, torneio de simples masculino, quadra 18, cerca de 1 e meia da tarde (horário local, 9 e meia da manhã horário do Brasil)
O americano John Isner e o francês Nicolas Mahut voltaram para continuar o quarto set do jogo que haviam iniciado na terça-feira (escureceu, e a quadra não tem refletores adequados). O placar em sets era 2X1 para Mahut, e o quarto set estava empatado. Duração do jogo até aquele momento: pouco mais de 2 horas e meia.
Pois bem, Isner venceu o quarto set no tie-break e levou o jogo para o quinto set. E aí começou realmente a brincadeira.
Antes de mais nada, é bom avisar que em torneios do Grand Slam (Australian Open, Roland Garros, Wimbledon e US Open) não existe tie-break no quinto set.
Quando eles ficaram empatados em 6X6, ninguém fora daquela quadra reparou.
Quando o empate chegou a 10X10, um ou outro fã mais empedernido começou a reparar.
Mas quando eles empataram em 20X20, o mundo do tênis já estava de olho neles. O jogo de Roger Federer na quadra 1 que se lixasse...
No empate em 35X35, meio mundo do esporte (qualquer esporte) já estava acompanhando, o que se acentuou no s empates em 40X40 e 50X50.
Detalhe: quando Isner venceu seu 51º game no set, o sistema on-line de acompanhamento dos placares usado em Wimbledon simplesmente pediu água. Zerou o placar do set e começou tudo de novo... Minutos depois, avisaram deveríamos somar 50 pontos ao placar dos dois tenistas e seguir acompanhando...
Sábia decisão. O placar chegou a 59X59 antes que fosse novamente interrompido por falta de luz natural.
No total, já são 10 horas de jogo, um recorde absoluto. Mais de 7 horas só na quarta-feira (o que já seria um novo recorde).
Mais incrível que a duração do joeria um novo recorde).
Mais incrível que a duração do jolicando em alguma descordenação e desorientação, os dois apresentaram um tênis de muito bom nível, movido por uma garra descomunal e um respeito pelo adversário quase nunca visto.
Os recordes foram sendo quebrados (duração, número de games, número de aces, pontos jogados ...), e podem subir ainda mais hoje no reinício do jogo.
No mundo do esporte de alto nível, onde a superação extrema é cada vez mais rara, e onde o fator comercial impera (para o bem e, principalmente, para o mal), episódios assim chamam a atenção.
São tão inacreditáveis que podem ser chamados de aberração, no bom sentido do termo.
Mostram que ainda existe esperança...
(Sobre o mesmo tema: http://blogdojuca.uol.com.br/2010/06/a-partida-sem-fim/)
Atualização: Enfim, terminou: Isner venceu Mahut, 70 X 68 no 5º set, 11 horas e 5 minutos de jogo. Heróis, ambos.
Antes de mais nada, é bom avisar que em torneios do Grand Slam (Australian Open, Roland Garros, Wimbledon e US Open) não existe tie-break no quinto set.
Quando eles ficaram empatados em 6X6, ninguém fora daquela quadra reparou.
Quando o empate chegou a 10X10, um ou outro fã mais empedernido começou a reparar.
Mas quando eles empataram em 20X20, o mundo do tênis já estava de olho neles. O jogo de Roger Federer na quadra 1 que se lixasse...
No empate em 35X35, meio mundo do esporte (qualquer esporte) já estava acompanhando, o que se acentuou no s empates em 40X40 e 50X50.
Detalhe: quando Isner venceu seu 51º game no set, o sistema on-line de acompanhamento dos placares usado em Wimbledon simplesmente pediu água. Zerou o placar do set e começou tudo de novo... Minutos depois, avisaram deveríamos somar 50 pontos ao placar dos dois tenistas e seguir acompanhando...
Sábia decisão. O placar chegou a 59X59 antes que fosse novamente interrompido por falta de luz natural.
No total, já são 10 horas de jogo, um recorde absoluto. Mais de 7 horas só na quarta-feira (o que já seria um novo recorde).
Mais incrível que a duração do joeria um novo recorde).
Mais incrível que a duração do jolicando em alguma descordenação e desorientação, os dois apresentaram um tênis de muito bom nível, movido por uma garra descomunal e um respeito pelo adversário quase nunca visto.
Os recordes foram sendo quebrados (duração, número de games, número de aces, pontos jogados ...), e podem subir ainda mais hoje no reinício do jogo.
No mundo do esporte de alto nível, onde a superação extrema é cada vez mais rara, e onde o fator comercial impera (para o bem e, principalmente, para o mal), episódios assim chamam a atenção.
São tão inacreditáveis que podem ser chamados de aberração, no bom sentido do termo.
Mostram que ainda existe esperança...
(Sobre o mesmo tema: http://blogdojuca.uol.com.br/2010/06/a-partida-sem-fim/)
Atualização: Enfim, terminou: Isner venceu Mahut, 70 X 68 no 5º set, 11 horas e 5 minutos de jogo. Heróis, ambos.
Um comentário:
Declara logo empate e dá a taça aos dois.
Nem interessando os outros resultados, oras.
O que este jogo já quebrou de records mais que merece.
(belo texto, Luiz)
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