26/04/2008

A hora do retorno pode estar chegando

Um momento muito esperado por uma das mais fanáticas torcidas do mundo pode estar chegando. Depois de três anos de sofrimento na 3ª divisão do futebol inglês, há uma chance bem real de que o glorioso Nottingham Forrest consiga sua promoção de volta para a 2ª divisão.

Claro que para uma equipe com a tradição dos Reds isso ainda é muito pouco, ainda mais se lembrarmos que o time está fora da 1ª divisão fazem já nove temporadas.

Mas enfim, com uma vitória na última rodada, no próximo sábado (03/05), em casa contra o fraco Yeovil, e desde que o Doncaster não vença fora de casa o desesperado Cheltenhan, o Nottingham vai voltar direto para a segundona inglesa. Mesmo se esses resultados não acontecerem, a esperança permanecerá viva pois o time participará de um play-off entre quatro equipes para se tirar mais um promovido.

Para a torcida daquele que é o único time campão europeu que atualmente joga na terceira divisão de seu país será um momento de intensa alegria, mas também de esperança de reviver os áureos tempos dos anos 70.

Essa torcida, na qual orgulhosamente me incluo, parece pressintir que a hora está chegando, e que, de algum lugar, seus verdadeiros líderes (Robin Hood, Little John e Frei Tuck) estarão comandando a batalha.

15/04/2008

Um aniversário divino

Recebi por esses dias um e-mail que me deixou intrigado. O remetente mandava que eu colocasse o texto em minha página, o que obviamente achei absurdo e prontamente decidi não fazer. Porém, quando olhei seu endereço (deus@ceu.com), julguei melhor ceder gentilmente meu espaço, que com certas coisas não se brinca:

Caro blogueiro. Ordeno que você publique essa carta na próxima segunda-feira, dia 14 de abril. O motivo é muito simples: é o dia do aniversário do Meu time de coração, o Santos Futebol Clube.

Essa é a primeira vez que Me manifesto a esse respeito e espero não estar magoando torcedores de outros times, principalmente os do São Paulo, São José, Santos André ou – Meu filho que Me perdoe – do Santa Cruz.

Acontece que o Santos é uma síntese de santidades, e, assim, é lógico que seja o meu favorito. Além disso, seu uniforme é todo branco, e, como todos sabem, essa é a cor preferida por aqui.

O Santos foi fundado no mesmo dia em que o Titanic afundou. Sei que esse naufrágio foi uma grande desgraça para vocês aí embaixo, mas eu os compensei com a criação de um time divino. É como se diz: quando Eu fecho uma porta, abro uma janela. Afundei um navio, mas criei o Peixe; acabei com o Titanic, mas inventei um time de titãs.

São muitos anos de arte, vitórias e gols, desde os primeiros de Geraule, Arnaldo Silveira e Anacleto Ferramenta, passando pelo mortal cabeceador Ari Patuska, até chegar à inesquecível dupla, Araken e Feitiço, que nos deu o primeiro título em 1935, em cima do Corinthians, o inimigo que mais gostamos de vence.

E como esquecer de Odair, Antoninho, Formiga, Del Vecchio, Vasconcelos, Tite e Pagão, autores de jogadas divinas, dribles celestiais e gols tão lindos que às vezes até Eu duvido?

Mas o melhor de tudo foram os anos 60, com Gilmar, Mauro, Zito e o ataque que encantou o mundo: Dorval, Mengálvio, Coutinha, Pelé e Pepe. Eu do céu!, essa escalação é tão musical quanto um acorde de harpa!

Aliás, por que vocês acham que Pelé foi jogar no Santos? É que de vez em quando a gente tem que dar uma mãozinha.

Depois vieram Toninho Guerreiro, Carlos Alberto, Clodoaldo, Edu, Rodolfo Rodrigues, Pita, João Paulo, Serginho Chulapa (se bem que esse rapaz às vezes parecia seguir mais o Inimigo do que a Mim), Giovanni, Robert, Diego, Robinho, e tantos outros.

O Santos é um dilúvio de gols, um rosário de títulos e o melhor: um futebol sempre jogado de forma bonita e ofensiva. Tudo bem que, de vez em quando, a fase fique mais com cara de purgatório do que de céu, mas se Eu quiser – e Eu quero! - , logo, logo as coisas vão entrar nos eixos. Confiem em Mim, não demora e o Santos vai ser campeão novamente.

Que Eu vos acompanhe, amém.

O Altíssimo.


P.S. Singela adaptação feita por esse blogueiro de um texto de José Roberto Torero, originalmente publicado na Folha de São Paulo em 1998 e posteriormente incluído no livro "Os cabeças-de-bagre também merecem o paraíso".

Homenagem ao maior time que o mundo já viu, e que jamais será igualado !!!





(Novamente, post em conjunto com o "De Olho no Fato")

01/03/2008

Mais que mil palavras



Das muitas insanidades que qualquer guerra carrega em si, esse é do tipo que mais me perturba. Crianças não podem ser alvos, tanto faz se deliberadamente ou não.

A morte dos quatro garotos em Gaza atingidos por um bombardeio israelense enquanto jogavam futebol iguala-se à dos 18 garotos iraquianos atingidos por um carro-bomba quando também jogavam em um campinho na periferia de Ramadi, Iraque, em fevereiro do ano passado. Aliás, cruel coincidência: exatamente um ano entre um fato e o outro.

Dizer mais o que? Pura insanidade.


(Post em co-produção com o De Olho no Fato )

05/01/2008

Já começou a brincadeira ...

Amigos, acreditem ou não, começou hoje o primeiro campeonato estadual de futebol de 2008.

Aonde? Só podia ser aqui na terrinha, o Campeonato Cearense.

É, os cartolas daqui conseguem se superar a cada ano. Quando não são os regulamentos malucos, que várias vezes levaram a decisão do título para o tapetão, é a organização de datas beirando à irracionalidade. Este ano eles alteraram o regulamento e fizeram com que sejam necessárias no mínimo 26 datas (podendo chegar a 28) para a realização do campeonato. Para vocês compararem, ano passado eram apenas 22 datas.

Ora, como o período dado pela CBF para os estaduais não mudou, o resultado é um campeonato atropelado, cansativo, com os times quase sem tempo de fazer uma pré-temporada, e sem falar que as equipes que também disputarão a Copa do Brasil (Fortaleza e Icasa) terão de jogar até 4 vezes em 8 dias.

Depois não sabem porque os times do estado vão mal nas competições nacionais, não é ?


03/12/2007

Cair e saber levantar

Não dá para fugir do tema: a queda do Corinthians para a Série B.

Primeiro, uma mensagem para a coletividade do Timão: vocês são muito bem-vindos ao fascinante mundo da Segundona. Acreditem, nós, torcedores dos times que já estão ou que já passaram pela Série B entendemos perfeitamente o que está se passando na cabeça e no coração de vocês. No primeiro momento parece que o mundo desabou, mas bastará algum tempo para os companheiros percebam que esse é apenas um estágio transitório, do qual poderá emergir um novo clube. Lembrem-se: o que não me mata, me fortalece.

Sem querer entrar em uma análise mais demorada das razões da queda do alvinegro (aarrgh!) paulista, fico com o seguinte pensamento: um time onde a referência de gol respondia pelo nome de Finazzi não podia mesmo ir muito longe. E atenção: como torcedor do Fortaleza sei muito bem o que isso significa ...

14/11/2007

Desabafo

Eu sei que quase ninguém (ou ninguém mesmo) vai ler este texto, mas tudo bem. Vale pelo desabafo.

A gente passa anos a fio sonhando com a volta do nosso time do coração à Série A. Torce desesperadamente, briga, xinga, colabora, até que finalmente o grande dia chega. E você comemora, goza com a torcida adversária, fica orgulhoso feito um pavão.

Mas seu time não tem estrutura para ficar na elite e torna a cair. Você aguenta calado as gozações dos amigos e até, supremo masoquismo, guarda os recortes dos jornais que eles usaram para "enfeitar" seu escritório. E tudo recomeça...

A luta pra voltar é árdua, quase mortal. Quase não passamos da primeira fase, e nem da segunda. No quadrangular final, com duas vagas para subir, terminamos o primeiro turno na lanterna. Tínhamos apenas 1% de chances. Precisávamos vencer e contar com maus resultados dos outros. Mas fomos indo. Chegamos na última rodada precisando vencer em casa por mais de um gol de diferença e torcer para que outro time, também jogando em casa, no máximo empatasse. Resultado: contra todas as possibilidades nós tornamos a conseguir. E tome festa, e tome orgulho...

Dessa vez, o time se preparou um pouco melhor e conseguiu permanecer na Série A no campeonato seguinte. Mas não no que se seguiu, ano passado. Caímos, de novo.

Parecia um time iôiô, indo e voltando.

Este ano, reconheço, não estava muito confiante, mas até começamos bem, com três vitórias. Porém, depois disso, o time ficou irritantemente irregular nos jogos em casa. Pior, ficou desastrosamente regular nos jogos fora. Foram mais de 100 dias só de derrotas fora de casa. Claro, o time foi caindo aos poucos na tabela até que entrou na zona de rebaixamento para Série C. Tudo isso permeado por trocas de técnicos e exibições medíocres.

Aí, no meio do segundo turno, na 25ª rodada (de 38), chegou o clássico contra o rival local que, fazendo campanha alguma coisa melhor, pintava como claro favorito. Mas num jogo super disputado, quase violento, nós vencemos. E o time embalou. Passou a vencer as principais equipes do campeonato em sequência, e se aproximou dos líderes. Ainda era difícil, mas o sonho ressurgiu. Faltavam sete jogos, quase todos contra adversários que iam mal na tabela.

Nessa hora, o time fraquejou. Perdeu oito pontos para os três times mais mal-colocados, e perdeu em casa um jogo nada complicado.

Resumo da ópera: com duas rodadas de antecipação estávamos fora de qualquer chance de subir. E que ninguém venha falar que faltou dinheiro. O elenco era dos mais caros da Série B, e a comissão técnica era das mais bem pagas. Nunca houve atrasos de salário nem falta de estrutura.

Faltou mesmo foi vergonha na cara. Faltou vontade de retribuir a uma torcida que cansou de encher o velho estádio apoiando o time.

Cara, dessa vez eu senti a pancada, juro. Talvez porque o resto da minha vida também está numa maré meio braba eu devo estar mais vulnerável.

Mas que foi uma tremenda sacanagem com as esperanças de uma torcida sofrida, orgulhosa e apaixonada, lá isso foi. Golpe baixo mesmo.

01/06/2007

Tempo ...

Para poder melhor organizar nossas atividades, estamos colocando o Torcedor Obssessivo Compulsivo em "stand-by".

Ou seja, vamos parar de atualizar periodicamente o blog durante um tempo, esperando retomá-lo em um futuro breve, talvez com correção de rumos.

De quando em vez, sempre que um forte desabafo seja indispensável, pode pintar um novo post. Alegrias excepcionais também serão motivo.

Se alguém quiser usar os comentários para chamar nossa atenção por qualquer razão, estejam á vontade.

Inté ...

29/05/2007

Choro de perdedor ?

Tá certo que quase todo mundo tende a uma choradeirazinha quando é derrotado. E que quando falamos de automobilismo e de pilotos brasileiros aparece forte a imagem do Rubinho (snif, snif!!) e seu pote até aqui de mágoas.

Mas, dessa vez, o choro me parece ter algum fundamento. Falo da corrida de Indianápolis, pela IRL. O desabafo do Tony Kanaan para os repórteres brasileiros foi claro: "Se fosse um piloto americano na ponta, eles teriam encerrado a prova na primeira chuva."

Pra quem não acompanhou: o brasileiro tinha acabado de retomar (já havia liderado) a liderança da prova quando aconteceu uma bandeira amarela (proibição de ultrapassagem por motivo de acidente) e logo após começou a chover, o que interrompeu a prova na volta 113 das 200 previstas. A organização esperou 2 horas para recomeçar a corrida, e Kanaan envolveu-se em um acidente ficando para trás. Na volta 155 a corrida foi novamente interrompida pela chuva, aí de maneira definitiva, com a vitória de Dario Franchitti.

Bem, durante toda a primeira interrupção, o céu continuou carregado, mostrando que a chuva ia voltar a qualquer momento. Pelo regulamento, como já fora ultrapassada metade das voltas previstas a corrida poderia ser encerrada sem problemas com a pontuação. Por que toda a espera ?

Pra vocês, o choro do brasileiro tem mesmo razão de ser ?

21/05/2007

Tocando de primeira

Tirando o atraso, com toques rápidos.

- Phoenix fora da briga na NBA. A série contra os Spurs misturou basquete com vale-tudo, e aí o time do Texas levou vantagem. Resta torcer pelo Cleveland, do Varejão.

- Começou o Brasileirão. Aliás, começou devagar quase parando, com os times ainda se montando ou disputando outras competições simultaneamente. Resultado: jogos fracos em técnica e em público.

- Federer vence Nadal no saibro. Brilhante, para dizer o mínimo.

- Argentina X Chile. Atenção, esse não é um jogo qualquer. Confiram aqui.

13/05/2007

Dupla derrota

Os jogos de ontem dos playoffs da NBA não foram legais para os brasileiros.

O Cleveland Cavaliers, de Anderson Varejão, e o Phoenix Suns, de Leandrinho, jogaram fora de casa e perderam, para New Jersey e San Antonio, respectivamente. O problema não foram as derrotas em si, mas o modo como as equipes se comportaram.

O Phoenix, que precisava da vitória para retomar a vantagem do mando de quadra (perdeu a última em casa), foi bem até o final do primeiro quarto. Daí em diante, o time do Texas tomou o controle da partida e não deu maiores chances para os Suns. Se os Spurs vencerem o próximo jogo, em casa na segunda-feira, vão abrir 3 a 1 na série e ficar com a mão na vaga.

Para o Cleveland, que apesar da derrota continua liderando po 2 a 1 e mantém a vantagem do mando de quadra, a derrota veio pela atuação apagada de seu principal jogador, LeBron James, e por um jogo fisicamente mais duro por parte dos Nets.

Sobre os brasileiros, um observação: tanto Varejão quanto especialmente Leandrinho não vem repetindo nos playoffs as atuações da temporada regular. O que será que está acontecendo ? Tomara que nada ...

12/05/2007

Rivalidade é fogo

Começaram as série A e B do Brasileirão, mas disso falamos depois.

O fato que chamou minha atenção hoje foi o jogo entre o Borussia Dortmund e o Schalke 04 pelo pelo campeonato alemão.

Era a penúltima rodada, o Schalke liderava a tabela um ponto na frente do Stutgart, e o Borussia vinha fazendo um campeonato apenas sofrível.

Ou seja, apesar do jogo ser em Dortmund, o Schalke era favorito, até por precisar vencer para continuar dependendo só de si e sair de uma fila de umas cinco décadas.

Aí entrou em campo um coisa chamada rivalidade feroz.

As duas equipes tem atrás de si torcidas que se detestam (eu ia dizer "se odeiam", mas é melhor não). Dortmund e Gelsenkirchen (cidade do Schalke), ambas cidades do Vale do Rurh, são rivais históricas, muito além do esporte. E durante a semana o que não faltou foi provocação de parte à parte.

Resultado: 2X0 para o Borrusia, o que deixou o Stutgart quase com o título na mão.

Esse tipo de filme já vimos centenas de vezes, com confrontos entre adversários históricos (frequentemente da mesma cidade) ignorarem a lógica da situação atual das equipes. Mas essa de hoje foi uma das mais contundentes dos últimos tempos. Bastava dar uma olhada no rosto dos torcedores dos dois lados para sentir que aquilo era muito mais do que um jogo. A tensão de parte à parte, substituída pelo júbilo da torcida de Dortmund e pelo espanto misturado com desespero da torcida do Schalke dariam material para um tratado sociológico ou filosófico (bem alemão, não é ?).

Começa o jogo

Atenção ...

Bola rolando (ou correndo, ou pulando, ou coisa que o valha!!) no gramado (ou quadra) do ... tanto faz !!

Estamos iniciando as atividades desse que se assume como um cantinho para os fanáticos por esporte, qualquer esporte.

A única ordem é: ninguém será poupado. Ninguém mesmo!!! Mas tudo com muito bom humor e considerável dose de loucura.