O cantinho daqueles que são tão loucos por esporte que precisam fazer terapia de grupo.
03/06/2010
Rivalidade é um bicho
Espero que não precise repetir tal heresia nunca mais...
04/05/2010
Um teste pesadíssimo para o meu pobre coração de torcedor
Em um canal, a final do Paulistão 2010. O Esquadrão da Vila famosa, o meu Santos, contra o surpreendentemente bem arrumado Santo André.
Em outro canal, a decisão local, do Campeonato Cearense. O meu Fortaleza, o glorioso Leão do Pici, buscando um inédito tetracampeonato contra o arquirival, o Ceará.
Qual jogo assistir? Ficar mudando de um para o outro seria uma opção?
A missão do Santos parecia menos complicada (podia perder por um gol de diferença), por isso mesmo resolvi priorizar a final do Paulista, pois temia ficar nervoso demais assistindo a final do campeonato da terrinha (o Fortaleza precisava empatar para levar o título sem ter que ir para os pênaltis).
Nem suspeitava de como estava enganado...
O Santos terminar o primeiro tempo com um jogador a menos (tivemos dois expulsos contra um do adversário), e perdendo por 3X2 dão uma boa amostra do que tive que enfrentar. E ainda faltavam 45 minutos...
No Castelão, 0X0 no intervalo de um jogo amarrado, apesar de bem menos do que no domingo anterior. Nada decidido, mas parecíamos estar indo bem...
No Pacaembu, o que se viu no 2º tempo foi uma das maiores demonstrações de determinação que os estádios brasileiros já presenciaram. Especialmente após a expulsão de mais um jogador do Santos. Oito santistas contra dez do time do ABC. Parecia que o gol decisivo do Santo André sairia a qualquer segundo, e ele realmente quase saiu ( a trave, a abençoada trave, não permitiu). Também não saiu porque os heróis restantes resolveram suar sangue, se necessário fosse, e estavam sendo guiados por um monstro: Paulo Henrique Ganso (falo sobre ele mais adiante).
Enquanto isso, no Castelão, o adversário fez 1X0 no início do 2º tempo e... recuou. O Fortaleza partiu pra cima, martelou, martelou, até que empatou pouco antes dos 30 minutos. O resultado nos dava o tetra, mas a equipe (mesmo que inconscientemente) acho que dava pra administrar o resultado.
Não deu. Eles tornaram a marcar aos 38 minutos, e não conseguimos reagir novamente.
Não tinha jeito: vamos à sofrida decisão por pênaltis.
Aí surgiu o herói da tarde/noite: o nosso goleiro, Fabiano. Ele defendeu espetacularmente duas cobranças, e viu o adversário bater outra no travessão. Coincidência: ano passado, na final, o nosso goleiro de então, o jovem Douglas, hoje na reserva, também foi o astro, pegando todas: as boas, as ruins, as podres, tudo mesmo...
Era o tão sonhado Tetracampeonato que chegava... O nono título em onze anos.
Como meu baqueado coração resistiu a essa overdose de emoções, juro que não sei... Talvez uma dose extra de anti-hipertensivo tomada antes tenha ajudado, mas certamente foi algo a que não deveria me expor.
***
Mesmo antes do jogo de ontem já havia um clamor pedindo que o técnico Dunga convocasse Neymar e Paulo Henrique Ganso para a seleção brasileira que vai à África do Sul.
Acho que Neymar deveria ser chamado, por que é um fora-de-série com a bola no pé. Mas os argumentos dos que alegam que ele ainda não está pronto e não seria assim tão necessário provavelmente serão vitoriosos, e ele não deve ser chamado. Uma pena. Poderia ajudar bastante.
Quanto à Paulo Henrique Ganso, a questão é diferente. Estamos falando do que é provavelmente o maior meia surgido no nosso futebol em quase 10 anos. Isso sob o aspecto técnico, porque se somarmos a liderança, a atitude, o desprendimento, veremos que ele se encaixa em uma categoria muito seleta de craques.
Desde ontem, já vi diversos jornalistas e blogueiros o compararem a Gerson, o canhotinha de ouro. no começo achei um pouco de exagero, mas pensei melhor e passei a achar a comparação no mínimo plausível.
Vou um pouco além. A elegância no toque de bola aliada a uma enorme capacidade de lutar me fazem lembrar de outro craque excepcional: Zinedine Zidane.
Gerson, Zidane... Será heresia comparar um garoto de 20 anos a esses craques geniais?
O que sei é que Dunga não pode cometer o pecado de não dar uma chance à Paulo Henrique Ganso, enquanto leva para a Copa do Mundo uma série de "esforçados".
15/12/2009
E não é que alguém concordou ?
"Espero que a partir de agora o Angelim passe a ser menos subestimado. Digo menos porque não tenho a ilusão de que a mídia coloque-o no patamar adequado, que é o de um dos melhores zagueiros do futebol brasileiro nos últimos anos. Garanto que se ele jogasse esse mesmo futebol, mas fosse cria das divisões de base de um grande clube do Rio ou São Paulo, até para a seleção já teria sido cotado."
Ontem, assistindo o programa Linha de Passe, na ESPN Brasil, tive o prazer de ver que, quase no final do programa, o José Trajano expressou uma opinião na mesma linha, até com tons mais pesados, (falou claramente em preconceito por ele ser do Nordeste) e que outros membros da mesa concordaram.
Lembraram que ele vem jogando bem já faz muito tempo, e que sempre que teve um companheiro de zaga com alguma qualidade a coisa ia muito bem, ao contrário de quando teve como colegas alguns "troços" que o Flamengo inventou como zagueiros.
É, ainda há esperança para a nossa mídia esportiva.
Ou, pelo menos, para parte dela...
07/12/2009
Carta a um amigo coxa-branca
Meu caro Rodrigo,
Bem que eu gostaria de estar te falando em circunstâncias mais felizes tanto para você quanto para mim. Mas essa vida de torcedor é muito frequentemente uma travessia do deserto, bem mais até do que um repouso em colinas verdejantes.
Lembro bem dos tempos em que você morava aqui na Terra do Sol e nunca deixava de proclamar seu amor incondicional ao Coritiba. Ele era assunto quase diário em nossas conversas, junto com os acontecimentos que cercavam o meu Leão do Pici. Aliás, diga-se de passagem, dentre os times daqui você nunca negou qual seu preferido. E acabou fazendo com que este tricolor aqui criasse uma saudável simpatia pelo Coxa.
Na época em que convivemos (2006 e 2007) o Coxa estava na Segundona, e nós tricolores caindo da Série A (2006) para Série B (2007). Quando o Coxa subiu, no fim de 2007, você já havia voltado para sua terra, mas mesmo de longe não deixou de demonstrar o justo orgulho e a alegria com o feito.
Pois é. Alguém lá em cima bem que poderia quebrar o nosso galho e apagar 2009 do calendário, não é mesmo? Tudo o que poderia dar de errado, deu. Até aquela arremetida que parecia ser suficiente para escapar do penhasco foi comum aos dois times. Pura ilusão.
Talvez a única diferença entre nós seja que o sofrimento do Fortaleza foi como a crônica de uma morte anunciada. Ano passado escapamos meio por milagre, e não fizemos este ano nada diferente. Coisa boa não poderia acontecer. Habitamos as escadas do patíbulo quase o campeonato todo, e faltando umas 10 rodadas a maioria da torcida já não acreditava mais.
Com vocês foi diferente. A maior parte do tempo parecia que não teriam problemas em se manter no Brasileirão. Até porque os concorrentes se esmeravam em tropeçar em sua própria incompetência.
Mas eis que, no final, o Coxa teve que decidir tudo em um único jogo, na frente de sua massa torcedora. Pior: contra um iluminado Fluminense, invicto a diversas rodadas.
Não assisti ao jogo, e não acompanhei detalhes do ambiente que o cercou. Confesso, jogos de decidem rebaixamento estão (e continuarão) na minha lista negra por um bom tempo. Só vi os gols e os últimos 2 minutos da partida.
Mais do que suficiente para me emocionar junto com a torcida do Coxa. A verdadeira torcida, devo ressaltar. Aquela que parecia não acreditar no que estava vendo, e que derramava lágrimas da mais genuína dor.
Quaisquer outras reações não fazem jus ao que é a porção verde-branco do Estado do Paraná. E não é disso que eu quero falar, acredite.
Meu amigo, creia-me, sou totalmente solidário a dor de vocês. Até porque a minha (ou melhor, a nossa) dor é cruelmente semelhante.
Dê notícias, cara.
Do seu amigo,
LUIZ
ATUALIZAÇÃO: Resposta do meu amigo nos comentários
22/11/2009
O milagre não veio
Repetir o milagre dois anos seguidos era mesmo querer demais.
O Fortaleza caiu para a Terceirona.
Desastre anunciado desde o início da temporada, ainda no Estadual. A diretoria totalmente perdida, sem querer assimilar as lições do ano anterior, e dando espaço aos empresários chupa-sangue, e formando um elenco, em sua maioria, incompetente e/ou descompromissado.
Não podia dar em outra coisa.
O pior é que, na comparação, o grande rival fez tudo direitinho e subiu pra 1ª Divisão.
Vai ser um longo, longuíssimo ano de 2010...
Não temos nada: time, diretoria, dinheiro...
Minto: temos algo, essencial.
A torcida.
Que vai carregar o time no colo, como em outras vezes.
Tudo o que pedimos é um pouco de consideração com a massa tricolor.
O futebol, mais do que o mundo, dá muitas voltas. Mais adiante, com certeza, vamos olhar para trás e lembrar este período como apenas "uma fase difícil", como outras que superamos.
(Sobre o tema, tem algo aqui.)
19/11/2009
Árbitros polêmicos, lá como cá
Reclamações sobre as atuações de árbitros de futebol temos desde que os filhos de Noé resolveram bater uma bolinha nos intervalos de construção da Arca.
No futebol da atualidade, com suas 328 câmeras de televisão mostrando cada detalhe, os mínimos erros dos sopradores de apito ganham enorme destaque.
O Brasileirão está sob ameaça de ser decidido pelas arbitragens, tanto por erros técnicos como por erros de interpretação.
Ontem, o árbitro de Grêmio X Palmeiras expulsou corretamente os dois jogadores palmeirenses que trocaram agressões.
Pergunta: por que o árbitro de São Paulo X Vitória, sábado passado, não fez o mesmo quando dois sãopaulinos agiram da mesma forma?
Para não dizer que o problema é só no Brasil, alguém me diga que diabo de juiz cego era aquele de França X Irlanda pelas eliminatórias da Copa... Aqueles toques de mão do Henry na jogada do gol da França são claríssimos.
Ah!, dona FIFA...
P.S. E o nosso STJD, hein? Mais pró-carioca, impossível...
12/11/2009
Fechando um ciclo
Olhar para os meus indomáveis rebentos em suas lutas e descobertas de cada dia mexe bastante comigo. Óbvio que quase todo pai pode (e deve) dizer a mesma coisa, Mas no meu caso a diversidade de idades, especialmente entre a caçula e os dois mais velhos, torna tudo mais colorido e desafiador.
Mas do que eu realmente gostaria de falar hoje não tem a ver com eles (pelo menos não diretamente). Tem a ver com a minha própria infância e adolescência, e como a paixão pelo futebol me impregnou de modo definitivo.
O que desencadeou essa vontade de tocar no tema foi um acontecimento triste. No último dia 09 faleceu, aos 58 anos, Francisco Gomes de Sousa, o Chinesinho, vítima de complicações advindas de uma hepatite.
Para mim, o ponto alto de Chinesinho coincidiu com o ápice de uma das melhores equipes que o Fortaleza já formou, aquela que conquistou o bicampeonato de 1973/1974. O técnico Moésio Gomes adotou um esquema que acabou batizado por Quadrado de Ouro, por utilizar no meio-de-campo 4 jogadores diferenciados: Chinesinho, Zé Carlos, Lucinho e Amilton Melo. Um volante tipo "carregador de piano" (Chinesinho), outro volante com excelente capacidade de sair jogando e chutar em gol (Zé Carlos), um meia muito habilidoso mas também rápido (Lucinho) e outro meia para o qual o adjetivo craque não era exagerado (Amilton Melo). Tudo isso servindo dois atacantes, que poderiam ser um centro-avante ágil (como Marciano), ou um tipo "rompedor" (como Beijoca), ou ainda dois do tipo veloz (como Geraldino ou Haroldo).
Chinesinho era o último remanescente vivo daquele meio-de-campo. Todos os outros faleceram relativamente jovens.
Eu sei. Para muitos de vocês que não são fãs de futebol esse texto deve estar parecendo algo como um tratado arqueológico sobre as primeiras povoações humanas no Himalaia do Leste (desafio alguém a matar de onde tirei isso...). Um pouco de paciência, por favor, pois neste caso o futebol é apenas um meio, não um fim.
Voltando a aquela equipe de 73/74, ela me pegou bem na pré-adolescência. Eu já torcia pelo Fortaleza desde bem pequeno, mas até ali nunca havia sentido uma emoção daquele tipo que deixa marcas. O título de 73 foi gostoso, mas nada comparável ao que aconteceu em 1974.
Para ser sucinto: o grande rival venceu o 1º turno e foi para o último jogo do 2º turno jogando pelo empate. Ou seja, o bicampeonato transformou-se em algo quase inatingível.
Quase. Porque o Fortaleza venceu 3 vezes em sequência (4x0, 1X0 e 3X1), tudo no espaço de uma semana.
Imaginem agora o efeito que algo assim teve sobre aquele garoto gordinho, baixinho, de fala rápida, introspectivo e, como até hoje, passional. É daquelas coisas que ajudam a moldar que tipo de pessoa você será, e que ensina que o impossível quase nunca é tão impossível assim.
Além de ser o tipo de coisa que ajuda a apreciar aqueles momentos em que o filho homem está junto comigo, no sofá de casa, torcendo alucinadamente frente à televisão, às vezes varando a madrugada.
Para encerrar, dói um pouco escrever sobre isso nas vésperas de um possível (e provável) rebaixamento para a Série C.
16/10/2009
Pé-frio ??? Imagina...
Durante toda a Copa do Mundo Sub-20, a "Vênus Platinada", ou popularmente falando, a Rede Bobo, não transmitiu nenhum jogo em canal aberto.
Transmitiu apenas no canal fechado, e deixou o campo livre para a Band transmitir sozinha em TV aberta.
Bem, o Brasil chegou até a final contra Gana.
Aí, vislumbrando mais um auê, mais uma rasgação de seda patriótica, a "Poderosa" resolveu transmitir.
Claro que o fato de o jogo ser numa sexta-feira à tarde, sem atrapalhar quase nada a grade de programação, ajudou.
Bem, o Brasil, que vinha invicto no torneio, perdeu o título nos pênaltis.
Depois a turma diz que a emissora é pé-frio e eles acham ruim...
28/09/2009
Unidos pelo desespero
Os dois times são tricolores, com grandes torcidas, muitos títulos e péssimas diretorias no retrospecto.
Ambos estão na Zona de Rebaixamento de seus respectivos torneios, mais precisamente seguram cada qual a sua lanterna, e não a abandonaram nem mesmo tendo vencido na última rodada.
E ambos tem o nome iniciado pela mesma letra: F .
Se muita coisa não mudar, será F de ferrados, ou de coisa pior...
O irmão do norte precisa de um milagre.
O irmão do sul precisa de um milagre daqueles dignos de Moisés (o das águas, não o da zaga, bem entendido...), com tudo que isso significa...
23/09/2009
Um Fernandes pelo outro
Substituição no comando técnico do Fortaleza:
Sai Márcio Fernandes, entra Roberto Fernandes.
Dizem que o cara é linha-dura, disciplinador.
Desconfio sempre desse tipo de treinador, acho que tem prazo de validade curto. Mas como só faltam 13 jogos...
Pelo sim, pelo não, que Allah nos proteja...
29/11/2008
O milagre aconteceu
Motivo para estarmos aliviados, mas sem direito a comemorar efusivamente.
A diretoria errou demais, desde o início do ano, e de quase todas as formas possíveis. Quase jogou pelo ralo o lento e, ao que parecia, seguro trabalho de reestruturação do clube, que já durava uns 8 anos.
Demos sorte, muita sorte. Os resultados dos adversários, nas últimas rodadas, foram exatamente o que precisávamos. E mesmo assim, quase colocamos tudo à perder.
Agora é levantar a cabeça e não repetir em 2009 os erros deste ano.
Porque a torcida tricolor não merece passar por esse sofrimento outras vezes.
24/11/2008
Um milagre pode estar a caminho
Milagre, pois não há outro nome para uma possível, agora quase provável, salvação do Fortaleza do rebaixamento para a série C.
Aguardarei calado (e rezando) até o próximo sábado no final da tarde.
15/04/2008
Um aniversário divino
Caro blogueiro. Ordeno que você publique essa carta na próxima segunda-feira, dia 14 de abril. O motivo é muito simples: é o dia do aniversário do Meu time de coração, o Santos Futebol Clube.
Essa é a primeira vez que Me manifesto a esse respeito e espero não estar magoando torcedores de outros times, principalmente os do São Paulo, São José, Santos André ou – Meu filho que Me perdoe – do Santa Cruz.
Acontece que o Santos é uma síntese de santidades, e, assim, é lógico que seja o meu favorito. Além disso, seu uniforme é todo branco, e, como todos sabem, essa é a cor preferida por aqui.
O Santos foi fundado no mesmo dia em que o Titanic afundou. Sei que esse naufrágio foi uma grande desgraça para vocês aí embaixo, mas eu os compensei com a criação de um time divino. É como se diz: quando Eu fecho uma porta, abro uma janela. Afundei um navio, mas criei o Peixe; acabei com o Titanic, mas inventei um time de titãs.
São muitos anos de arte, vitórias e gols, desde os primeiros de Geraule, Arnaldo Silveira e Anacleto Ferramenta, passando pelo mortal cabeceador Ari Patuska, até chegar à inesquecível dupla, Araken e Feitiço, que nos deu o primeiro título em 1935, em cima do Corinthians, o inimigo que mais gostamos de vence.
E como esquecer de Odair, Antoninho, Formiga, Del Vecchio, Vasconcelos, Tite e Pagão, autores de jogadas divinas, dribles celestiais e gols tão lindos que às vezes até Eu duvido?
Mas o melhor de tudo foram os anos 60, com Gilmar, Mauro, Zito e o ataque que encantou o mundo: Dorval, Mengálvio, Coutinha, Pelé e Pepe. Eu do céu!, essa escalação é tão musical quanto um acorde de harpa!
Aliás, por que vocês acham que Pelé foi jogar no Santos? É que de vez em quando a gente tem que dar uma mãozinha.
Depois vieram Toninho Guerreiro, Carlos Alberto, Clodoaldo, Edu, Rodolfo Rodrigues, Pita, João Paulo, Serginho Chulapa (se bem que esse rapaz às vezes parecia seguir mais o Inimigo do que a Mim), Giovanni, Robert, Diego, Robinho, e tantos outros.
O Santos é um dilúvio de gols, um rosário de títulos e o melhor: um futebol sempre jogado de forma bonita e ofensiva. Tudo bem que, de vez em quando, a fase fique mais com cara de purgatório do que de céu, mas se Eu quiser – e Eu quero! - , logo, logo as coisas vão entrar nos eixos. Confiem em Mim, não demora e o Santos vai ser campeão novamente.
Que Eu vos acompanhe, amém.
O Altíssimo.
P.S. Singela adaptação feita por esse blogueiro de um texto de José Roberto Torero, originalmente publicado na Folha de São Paulo em 1998 e posteriormente incluído no livro "Os cabeças-de-bagre também merecem o paraíso".
Homenagem ao maior time que o mundo já viu, e que jamais será igualado !!!

(Novamente, post em conjunto com o "De Olho no Fato")
01/03/2008
Mais que mil palavras

Das muitas insanidades que qualquer guerra carrega em si, esse é do tipo que mais me perturba. Crianças não podem ser alvos, tanto faz se deliberadamente ou não.
A morte dos quatro garotos em Gaza atingidos por um bombardeio israelense enquanto jogavam futebol iguala-se à dos 18 garotos iraquianos atingidos por um carro-bomba quando também jogavam em um campinho na periferia de Ramadi, Iraque, em fevereiro do ano passado. Aliás, cruel coincidência: exatamente um ano entre um fato e o outro.
Dizer mais o que? Pura insanidade.
(Post em co-produção com o De Olho no Fato )
03/12/2007
Cair e saber levantar
Primeiro, uma mensagem para a coletividade do Timão: vocês são muito bem-vindos ao fascinante mundo da Segundona. Acreditem, nós, torcedores dos times que já estão ou que já passaram pela Série B entendemos perfeitamente o que está se passando na cabeça e no coração de vocês. No primeiro momento parece que o mundo desabou, mas bastará algum tempo para os companheiros percebam que esse é apenas um estágio transitório, do qual poderá emergir um novo clube. Lembrem-se: o que não me mata, me fortalece.
Sem querer entrar em uma análise mais demorada das razões da queda do alvinegro (aarrgh!) paulista, fico com o seguinte pensamento: um time onde a referência de gol respondia pelo nome de Finazzi não podia mesmo ir muito longe. E atenção: como torcedor do Fortaleza sei muito bem o que isso significa ...
14/11/2007
Desabafo
A gente passa anos a fio sonhando com a volta do nosso time do coração à Série A. Torce desesperadamente, briga, xinga, colabora, até que finalmente o grande dia chega. E você comemora, goza com a torcida adversária, fica orgulhoso feito um pavão.
Mas seu time não tem estrutura para ficar na elite e torna a cair. Você aguenta calado as gozações dos amigos e até, supremo masoquismo, guarda os recortes dos jornais que eles usaram para "enfeitar" seu escritório. E tudo recomeça...
A luta pra voltar é árdua, quase mortal. Quase não passamos da primeira fase, e nem da segunda. No quadrangular final, com duas vagas para subir, terminamos o primeiro turno na lanterna. Tínhamos apenas 1% de chances. Precisávamos vencer e contar com maus resultados dos outros. Mas fomos indo. Chegamos na última rodada precisando vencer em casa por mais de um gol de diferença e torcer para que outro time, também jogando em casa, no máximo empatasse. Resultado: contra todas as possibilidades nós tornamos a conseguir. E tome festa, e tome orgulho...
Dessa vez, o time se preparou um pouco melhor e conseguiu permanecer na Série A no campeonato seguinte. Mas não no que se seguiu, ano passado. Caímos, de novo.
Parecia um time iôiô, indo e voltando.
Este ano, reconheço, não estava muito confiante, mas até começamos bem, com três vitórias. Porém, depois disso, o time ficou irritantemente irregular nos jogos em casa. Pior, ficou desastrosamente regular nos jogos fora. Foram mais de 100 dias só de derrotas fora de casa. Claro, o time foi caindo aos poucos na tabela até que entrou na zona de rebaixamento para Série C. Tudo isso permeado por trocas de técnicos e exibições medíocres.
Aí, no meio do segundo turno, na 25ª rodada (de 38), chegou o clássico contra o rival local que, fazendo campanha alguma coisa melhor, pintava como claro favorito. Mas num jogo super disputado, quase violento, nós vencemos. E o time embalou. Passou a vencer as principais equipes do campeonato em sequência, e se aproximou dos líderes. Ainda era difícil, mas o sonho ressurgiu. Faltavam sete jogos, quase todos contra adversários que iam mal na tabela.
Nessa hora, o time fraquejou. Perdeu oito pontos para os três times mais mal-colocados, e perdeu em casa um jogo nada complicado.
Resumo da ópera: com duas rodadas de antecipação estávamos fora de qualquer chance de subir. E que ninguém venha falar que faltou dinheiro. O elenco era dos mais caros da Série B, e a comissão técnica era das mais bem pagas. Nunca houve atrasos de salário nem falta de estrutura.
Faltou mesmo foi vergonha na cara. Faltou vontade de retribuir a uma torcida que cansou de encher o velho estádio apoiando o time.
Cara, dessa vez eu senti a pancada, juro. Talvez porque o resto da minha vida também está numa maré meio braba eu devo estar mais vulnerável.
Mas que foi uma tremenda sacanagem com as esperanças de uma torcida sofrida, orgulhosa e apaixonada, lá isso foi. Golpe baixo mesmo.