16/06/2010

Se eu tivesse twiter...

...eu postaria (ou tuitaria, sei lá...):

"Eu esperava que a Suiça levasse um chocolate, mas a defesa funcionou como um relógio...".

15/06/2010

A vitória da Coreia do Norte

A Coreia do Norte é, dos 32 participantes da Copa da África do Sul, o pior classificado do ranking da Fifa.

A seleção brasileira, única pentacampeã, precisou de um gol quase espírita pra vencer a Coreia do Norte. Jogou mal, como sempre joga quando enfrenta seleções retrancadas. Situação normal para qualquer time que não tenha um meio campo criativo. Mas era a Coreia do Norte!

Pra mim, apesar do resultado, a Coreia do Norte ganhou essa partida. E os pachecos que agradeçam os fatos de que a Costa do Marfim certamente vai tremer e de que Portugal é um time de um homem só.

Essa seleçãozinha não passa das quartas.

Obrigação

Os motivos pelos quais eu torço obsessivamente e compulsivamente contra a seleção do Dunga estão explicitados no Darwiniano. Aqui no TOC vou considerar o lado futebolístico da coisa.

Qualquer outro resultado que não uma vitória brasileira hoje é inaceitável. A seleção norte-coreana tem apenas três jogadores atuando fora do país. E é desnecessário discorrer sobre o nível do futebol no país comunista.

Essa história de "não tem mais bobo no futebol" é uma pataquada. Tirando uma ou outra eventual exceção, como Croácia, Turquia e Suécia (pra falar das últimas Copas), os grandes sempre dominarão esse tipo de competição.

O que pode atrapalhar o Brasil hoje é a falta de criatividade na meia, especialmente considerando que o irmão Kaká joga baleado. E essa seleção do Dunga já mostrou várias vezes que tem dificuldades quando enfrenta times fechados, compactos, como deverá ser a seleção norte-coreana.

Provavelmente os gols sairão por jogadas pelas laterais, especialmente pela direita, com Maicon.

Caso Portugal e Costa do Marfim empatem, o Brasil praticamente garante o primeiro lugar e disputará, provavelmente, as oitavas-de-final com o Chile, reeditando 98.

13/06/2010

Ânsia de vômito


Não que fosse absolutamente necessário colocarmos aqui no TOC esta foto (o Juca Kfouri ter postado já seria mais do que suficiente...) .

E não quer dizer também que o atual ocupante do Planalto não apronte das suas nesse assunto...

Mas quando vi a imagem tive ânsia de vômito, juro...

11/06/2010

Chato, pra dizer pouco

Sinceramente, o futebol mostrado por África do Sul, México, França e Uruguai é, até agora, desestimulante (escrevo no intervalo do segundo jogo)...

Sem criatividade, sem ousadia, medroso, lerdo... Melhor parar por aqui.

Tudo bem que eu não tinha expectativas altas com nenhuma dessas equipes, mas elas estão exagerando...


E quando eu lembro que o primeiro jogo do sábado será Grécia X Coréia do Sul...

Que os deuses do futebol tenham misericórdia...

É hoje!

Vai começar! Daqui a poucas horas África do Sul e México entrarão em campo pro primeiro jogo da primeira Copa no continente africano. Um momento pra história.

O grupo A é formado, além de África do Sul e México, por França e Uruguai, que se enfrentam mais tarde. Os Bafana Bafana vem empolgados por uma impressionante série invicta, e serão empurrados o tempo todo pelas vuvuzelas da torcida. O México tem uma boa geração, com alguns jogadores que foram campeões mundiais sub-17. A França vem desacreditada, (des)comandada pelo desequilibrado Domenech. E o Uruguai tem um bom time, com uma dupla de ataque excelente.

Pros jogos de hoje eu arrisco vitória dos africanos e empate sem gols entre a Celeste e os Bleus. E acho que, no fim das contas, classificam-se África do Sul e Uruguai. Veremos.

10/06/2010

Esse sabe das coisas

Arsène Wenger, um dos técnicos mais importantes do mundo, comanda o Arsenal da Inglaterra desde 1996. O sonho dos franceses é vê-lo dirigindo sua seleção. Sem usar de diplomacia fajuta, tascou que os semi-finalistas da Copa da África serão Espanha, Argentina, Inglaterra e Holanda. E a "canarinho"? Segundo ele, a seleção brasileira "é forte e tem um grande jogador como Kaká", mas como Dunga preferiu "a solidez tática à criatividade", não deve ir em frente.

Sabe tudo de futebol, o seu Wenger. No começo do ano eu acreditava que os semi-finalistas seriam Argentina, Inglaterra, Espanha e um time africano. Mas depois que preenchi um bolão, troquei o africano pela Holanda que, veja só, desclassificará o Brasil nas quartas-de-final. Anotem aí e depois me cobrem.

09/06/2010

Fora o baile

A Espanha marcou seis vezes contra a Polônia em seu último amistoso antes da estreia na Copa. Fora o baile. O time espanhol é envolvente, agudo, toca fácil na bola, é criativo e certeiro. Garantia de título? Claro que não, mas não dá pra negar que a Fúria é A favorita.

E é bom lembrar que se a Polônia não faz parte do principal escalão do futebol europeu, também não é uma Tanzânia. Por isso, o resultado do amistoso deve sim ser levado em consideração nas análises pré-Copa.

Pra sorte dos que torcem pela seleção brasileira, só há duas possibilidades de encontro entre canarinhos e furiosos. Uma delas é nas oitavas-de-final, caso um dos times se classifique em primeiro lugar e o outro em segundo. É a hipótese menos provável, já que as duas seleções devem conquistar o primeiro posto em suas chaves.

A segunda possibilidade é na grande final. Este blogueiro não só torce contra, mas acredita piamente que a seleção brasileira não passa das quartas-de-final. Já a Espanha deve chegar na semi-final, e aí tudo é possível.

03/06/2010

Rivalidade é um bicho

Não me peçam para explicar, mas acabo de comemorar uma vitória do Corinthians...

Espero que não precise repetir tal heresia nunca mais...

02/06/2010

Lá vem a Copa do Mundo descendo a ladeira...

Tá chegando a hora!!!

Dia 11 começam as disputas da Copa do Mundo de futebol.

Gostemos ou não de futebol (e nós gostamos, e muito...), não dá para ficarmos alheios ao festão da Dona FIFA. Ainda mais aqui no Brasil, sil, sil...

Apesar de o time do "professor" Dunga não me inspirar a menor confiança, além de não de incentivar de forma alguma a "arroubos patrióticos", o mínimo que este boteco pode fazer é acompanhar a competição.

Começando em algum momento da semana que vem, estaremos com post diários (ou mais que isso...), contando com a participação ativa de todos os amigos.

Conhecimento de futebol não é exigido, muito pelo contrário.

Basta uma dose de emoção temperada com enormes quantidades de bom humor.

26/05/2010

Torcidas organizadas e engajamento político

É comum se dizer que torcidas de futebol, especialmente as "organizadas", tendem a ser politicamente alienadas, o que costuma ser verdade. Quando não, o mais comum é que sejam massa de manobra de extremistas de direita, muitas vezes com resultados tenebrosos (os acontecimentos na ex-Iugoslávia não me deixam mentir).

Porém,olhando com um pouco mais de cuidado, aparecem algumas torcidas com sólidos posicionamentos políticos em um campo que se convencionou chamar de esquerda.

A mais conhecida é a do Livorno, da Itália, famosa por seus enfrentamentos com torcidas de viés claramente fascista, principalmente à da Lazio, de Roma.

Navegando na pela rede, achei este post do site Futepoca, que fala de torcidas com engajamento político marcantemente progressista, especialmente na luta contra o racismo e a homofobia. O objeto inicial do post é o St. Pauli, clube de Hamburgo que acaba de voltar à 1ª divisão alemã, e que é com certeza o clube profissional mais "alternativo" que existe. Leiam o post e confiram.

Ao relacionar outras torcidas que tem posições políticas progressistas, o post citou, para meu prazer, a torcida Ultras Resistência Coral, do Ferroviário aqui do Ceará, o velho Ferrim.

Para alguém que conheça um pouco da história do clube, não é difícil entender a existência no Ferrim de uma torcida organizada com engajamento político: a origem operária (como o nome sugere, de trabalhadores da estrada de ferro) e a biografia de seu fundador, Valdemar Caracas, velho líder socialista dos anos 30 e 40 (e que ainda está aí, com 102 anos de idade, como arquivo vivo de uma época) são indícios claros.

Além disso, durante os anos 50 e 60, os trabalhadores da ferrovia eram a principal base sindical do velho PCB no Ceará, apesar de outras tendências de esquerda também estarem representadas. E isso deixou uma marca que nem a ditadura conseguiu apagar.


Pra terminar, um toque pessoal.

A sede do Ferroviário fica no bairro Barra do Ceará, próximo de onde moro, e quase todo dia passo na porta do estádio Elzir Cabral.

Este torcedor aqui do Fortaleza se sente muito honrado com a vizinhança, sob todos os aspectos.

04/05/2010

Um teste pesadíssimo para o meu pobre coração de torcedor

(Post em co-publicação com o De Olho no Fato)


Dois jogos. Simultâneos. Em cada um deles estava uma das minhas paixões (Sim, me reservo o direito de, futebolisticamente falando, ter o coração dividido ao meio, sem que as duas partes quase nunca entrem em conflito).

Em um canal, a final do Paulistão 2010. O Esquadrão da Vila famosa, o meu Santos, contra o surpreendentemente bem arrumado Santo André.

Em outro canal, a decisão local, do Campeonato Cearense. O meu Fortaleza, o glorioso Leão do Pici, buscando um inédito tetracampeonato contra o arquirival, o Ceará.

Qual jogo assistir? Ficar mudando de um para o outro seria uma opção?

A missão do Santos parecia menos complicada (podia perder por um gol de diferença), por isso mesmo resolvi priorizar a final do Paulista, pois temia ficar nervoso demais assistindo a final do campeonato da terrinha (o Fortaleza precisava empatar para levar o título sem ter que ir para os pênaltis).

Nem suspeitava de como estava enganado...

O Santos terminar o primeiro tempo com um jogador a menos (tivemos dois expulsos contra um do adversário), e perdendo por 3X2 dão uma boa amostra do que tive que enfrentar. E ainda faltavam 45 minutos...

No Castelão, 0X0 no intervalo de um jogo amarrado, apesar de bem menos do que no domingo anterior. Nada decidido, mas parecíamos estar indo bem...

No Pacaembu, o que se viu no 2º tempo foi uma das maiores demonstrações de determinação que os estádios brasileiros já presenciaram. Especialmente após a expulsão de mais um jogador do Santos. Oito santistas contra dez do time do ABC. Parecia que o gol decisivo do Santo André sairia a qualquer segundo, e ele realmente quase saiu ( a trave, a abençoada trave, não permitiu). Também não saiu porque os heróis restantes resolveram suar sangue, se necessário fosse, e estavam sendo guiados por um monstro: Paulo Henrique Ganso (falo sobre ele mais adiante).

Enquanto isso, no Castelão, o adversário fez 1X0 no início do 2º tempo e... recuou. O Fortaleza partiu pra cima, martelou, martelou, até que empatou pouco antes dos 30 minutos. O resultado nos dava o tetra, mas a equipe (mesmo que inconscientemente) acho que dava pra administrar o resultado.

Não deu. Eles tornaram a marcar aos 38 minutos, e não conseguimos reagir novamente.

Não tinha jeito: vamos à sofrida decisão por pênaltis.

Aí surgiu o herói da tarde/noite: o nosso goleiro, Fabiano. Ele defendeu espetacularmente duas cobranças, e viu o adversário bater outra no travessão. Coincidência: ano passado, na final, o nosso goleiro de então, o jovem Douglas, hoje na reserva, também foi o astro, pegando todas: as boas, as ruins, as podres, tudo mesmo...

Era o tão sonhado Tetracampeonato que chegava... O nono título em onze anos.

Como meu baqueado coração resistiu a essa overdose de emoções, juro que não sei... Talvez uma dose extra de anti-hipertensivo tomada antes tenha ajudado, mas certamente foi algo a que não deveria me expor.


***

Mesmo antes do jogo de ontem já havia um clamor pedindo que o técnico Dunga convocasse Neymar e Paulo Henrique Ganso para a seleção brasileira que vai à África do Sul.

Acho que Neymar deveria ser chamado, por que é um fora-de-série com a bola no pé. Mas os argumentos dos que alegam que ele ainda não está pronto e não seria assim tão necessário provavelmente serão vitoriosos, e ele não deve ser chamado. Uma pena. Poderia ajudar bastante.

Quanto à Paulo Henrique Ganso, a questão é diferente. Estamos falando do que é provavelmente o maior meia surgido no nosso futebol em quase 10 anos. Isso sob o aspecto técnico, porque se somarmos a liderança, a atitude, o desprendimento, veremos que ele se encaixa em uma categoria muito seleta de craques.

Desde ontem, já vi diversos jornalistas e blogueiros o compararem a Gerson, o canhotinha de ouro. no começo achei um pouco de exagero, mas pensei melhor e passei a achar a comparação no mínimo plausível.

Vou um pouco além. A elegância no toque de bola aliada a uma enorme capacidade de lutar me fazem lembrar de outro craque excepcional: Zinedine Zidane.

Gerson, Zidane... Será heresia comparar um garoto de 20 anos a esses craques geniais?

O que sei é que Dunga não pode cometer o pecado de não dar uma chance à Paulo Henrique Ganso, enquanto leva para a Copa do Mundo uma série de "esforçados".


15/12/2009

E não é que alguém concordou ?

Semana passada, em resposta a um comentário do Anrafel, eu escrevi isto aqui:

"Espero que a partir de agora o Angelim passe a ser menos subestimado. Digo menos porque não tenho a ilusão de que a mídia coloque-o no patamar adequado, que é o de um dos melhores zagueiros do futebol brasileiro nos últimos anos. Garanto que se ele jogasse esse mesmo futebol, mas fosse cria das divisões de base de um grande clube do Rio ou São Paulo, até para a seleção já teria sido cotado."

Ontem, assistindo o programa Linha de Passe, na ESPN Brasil, tive o prazer de ver que, quase no final do programa, o José Trajano expressou uma opinião na mesma linha, até com tons mais pesados, (falou claramente em preconceito por ele ser do Nordeste) e que outros membros da mesa concordaram.

Lembraram que ele vem jogando bem já faz muito tempo, e que sempre que teve um companheiro de zaga com alguma qualidade a coisa ia muito bem, ao contrário de quando teve como colegas alguns "troços" que o Flamengo inventou como zagueiros.

É, ainda há esperança para a nossa mídia esportiva.

Ou, pelo menos, para parte dela...



07/12/2009

Carta a um amigo coxa-branca


Meu caro Rodrigo,

Bem que eu gostaria de estar te falando em circunstâncias mais felizes tanto para você quanto para mim. Mas essa vida de torcedor é muito frequentemente uma travessia do deserto, bem mais até do que um repouso em colinas verdejantes.

Lembro bem dos tempos em que você morava aqui na Terra do Sol e nunca deixava de proclamar seu amor incondicional ao Coritiba. Ele era assunto quase diário em nossas conversas, junto com os acontecimentos que cercavam o meu Leão do Pici. Aliás, diga-se de passagem, dentre os times daqui você nunca negou qual seu preferido. E acabou fazendo com que este tricolor aqui criasse uma saudável simpatia pelo Coxa.

Na época em que convivemos (2006 e 2007) o Coxa estava na Segundona, e nós tricolores caindo da Série A (2006) para Série B (2007). Quando o Coxa subiu, no fim de 2007, você já havia voltado para sua terra, mas mesmo de longe não deixou de demonstrar o justo orgulho e a alegria com o feito.

Pois é. Alguém lá em cima bem que poderia quebrar o nosso galho e apagar 2009 do calendário, não é mesmo? Tudo o que poderia dar de errado, deu. Até aquela arremetida que parecia ser suficiente para escapar do penhasco foi comum aos dois times. Pura ilusão.

Talvez a única diferença entre nós seja que o sofrimento do Fortaleza foi como a crônica de uma morte anunciada. Ano passado escapamos meio por milagre, e não fizemos este ano nada diferente. Coisa boa não poderia acontecer. Habitamos as escadas do patíbulo quase o campeonato todo, e faltando umas 10 rodadas a maioria da torcida já não acreditava mais.

Com vocês foi diferente. A maior parte do tempo parecia que não teriam problemas em se manter no Brasileirão. Até porque os concorrentes se esmeravam em tropeçar em sua própria incompetência.

Mas eis que, no final, o Coxa teve que decidir tudo em um único jogo, na frente de sua massa torcedora. Pior: contra um iluminado Fluminense, invicto a diversas rodadas.

Não assisti ao jogo, e não acompanhei detalhes do ambiente que o cercou. Confesso, jogos de decidem rebaixamento estão (e continuarão) na minha lista negra por um bom tempo. Só vi os gols e os últimos 2 minutos da partida.

Mais do que suficiente para me emocionar junto com a torcida do Coxa. A verdadeira torcida, devo ressaltar. Aquela que parecia não acreditar no que estava vendo, e que derramava lágrimas da mais genuína dor.

Quaisquer outras reações não fazem jus ao que é a porção verde-branco do Estado do Paraná. E não é disso que eu quero falar, acredite.

Meu amigo, creia-me, sou totalmente solidário a dor de vocês. Até porque a minha (ou melhor, a nossa) dor é cruelmente semelhante.

Dê notícias, cara.


Do seu amigo,

LUIZ




ATUALIZAÇÃO: Resposta do meu amigo nos comentários

26/11/2009

Ato falho


Eu gosto de automobilismo, independente da categoria. Faz meu gênero.

Com uma exceção: a Stock Car Brasil.

Categoria totalmente artificial, que não atrai público aos autódromos (estou falando de público pagante, não de convidados...), e que sobrevive do apoio da Globo. Apoio este que está claramente vinculado ao desempenho de um dos pilotos, Cacá Bueno, filho do do irritante Galvão Bueno.

Mais de uma vez, pilotos e donos de equipes já reclamaram, em altos brados ou veladamente, de "ajudinhas" que Cacá recebe, ou da organização ou de outros pilotos/equipes, interessados em agradar a Poderosa.

Nunca se provou nada, e fica sempre o dito pelo não dito. Até porque Cacá não chega a ser nenhum incompetente ao volante, tudo fica na conta da sorte.

Domingo passado, estava zapeando pelos canais a procura de algo para assistir quando calhou de eu dar de cara com a transmissão da corrida de Tarumã, que poderia dar mais um título à Cacá. Resolvi acompanhar por alguns instantes, até porque não havia coisa muito melhor no horário.

Coincidiu que eu começar a assistir logo após uma relargada. Cacá estava em primeiro e um dos pilotos que poderiam ainda roubar-lhe o título estava em segundo (juro que esqueci o nome dele...).

Logo depois, veio a informação de que esse piloto sofreria uma punição por ter supostamente feito uma ultrapassagem antes do permitido na relargada. O engraçado é que as imagens não deixavam isso muito claro... (Depois da prova ele reclamaria que o piloto que foi ultrapassado "tirou o pé" de repente, forçando que fosse ultrapassado).

Antes de o piloto entrar nos boxes para cumprir a punição, estourou um dos seus pneus, e ele ficou fora da prova.

O melhor de tudo foi o que aconteceu logo depois. O narrador da Globo (não era o Galvão...) saiu-se com uma pérola:

- "Tudo conspira a favor de Cacá.."

Digam-me: é ou não é um dos maiores "atos falhos" dos últimos tempos ?


22/11/2009

O milagre não veio


Repetir o milagre dois anos seguidos era mesmo querer demais.

O Fortaleza caiu para a Terceirona.

Desastre anunciado desde o início da temporada, ainda no Estadual. A diretoria totalmente perdida, sem querer assimilar as lições do ano anterior, e dando espaço aos empresários chupa-sangue, e formando um elenco, em sua maioria, incompetente e/ou descompromissado.

Não podia dar em outra coisa.

O pior é que, na comparação, o grande rival fez tudo direitinho e subiu pra 1ª Divisão.

Vai ser um longo, longuíssimo ano de 2010...

Não temos nada: time, diretoria, dinheiro...

Minto: temos algo, essencial.

A torcida.

Que vai carregar o time no colo, como em outras vezes.

Tudo o que pedimos é um pouco de consideração com a massa tricolor.

O futebol, mais do que o mundo, dá muitas voltas. Mais adiante, com certeza, vamos olhar para trás e lembrar este período como apenas "uma fase difícil", como outras que superamos.



(Sobre o tema, tem algo aqui.)

19/11/2009

Árbitros polêmicos, lá como cá


Reclamações sobre as atuações de árbitros de futebol temos desde que os filhos de Noé resolveram bater uma bolinha nos intervalos de construção da Arca.

No futebol da atualidade, com suas 328 câmeras de televisão mostrando cada detalhe, os mínimos erros dos sopradores de apito ganham enorme destaque.

O Brasileirão está sob ameaça de ser decidido pelas arbitragens, tanto por erros técnicos como por erros de interpretação.

Ontem, o árbitro de Grêmio X Palmeiras expulsou corretamente os dois jogadores palmeirenses que trocaram agressões.

Pergunta: por que o árbitro de São Paulo X Vitória, sábado passado, não fez o mesmo quando dois sãopaulinos agiram da mesma forma?

Para não dizer que o problema é só no Brasil, alguém me diga que diabo de juiz cego era aquele de França X Irlanda pelas eliminatórias da Copa... Aqueles toques de mão do Henry na jogada do gol da França são claríssimos.

Ah!, dona FIFA...



P.S. E o nosso STJD, hein? Mais pró-carioca, impossível...




12/11/2009

Fechando um ciclo

É bem comum, além de claramente compreensível, que muitos de nós usem como flagrante da passagem dos anos o crescimento dos próprios filhos. Acompanhar cada etapa da evolução deles acaba nos fazendo relembrar os nossos próprios momentos.

Olhar para os meus indomáveis rebentos em suas lutas e descobertas de cada dia mexe bastante comigo. Óbvio que quase todo pai pode (e deve) dizer a mesma coisa, Mas no meu caso a diversidade de idades, especialmente entre a caçula e os dois mais velhos, torna tudo mais colorido e desafiador.

Mas do que eu realmente gostaria de falar hoje não tem a ver com eles (pelo menos não diretamente). Tem a ver com a minha própria infância e adolescência, e como a paixão pelo futebol me impregnou de modo definitivo.

O que desencadeou essa vontade de tocar no tema foi um acontecimento triste. No último dia 09 faleceu, aos 58 anos, Francisco Gomes de Sousa, o Chinesinho, vítima de complicações advindas de uma hepatite.

Quem não é aqui da terrinha, ou não acompanhou o futebol cearense dos anos 70, provavelmente nunca ouviu falar desse volante de futebol clássico e de um pulmão invejável. Quando eu falo volante, por favor não queiram visualizar essa enxurrada de brutamontes que povoou a cabeça-de-área do futebol mundial e brasileiro nos últimos 25 anos, especialmente após a derrota da seleção de 82. Chinesinho era daqueles marcadores que raramente apelava para as faltas. Ele antecipava as jogadas, tirando partido da velocidade.

Para mim, o ponto alto de Chinesinho coincidiu com o ápice de uma das melhores equipes que o Fortaleza já formou, aquela que conquistou o bicampeonato de 1973/1974. O técnico Moésio Gomes adotou um esquema que acabou batizado por Quadrado de Ouro, por utilizar no meio-de-campo 4 jogadores diferenciados: Chinesinho, Zé Carlos, Lucinho e Amilton Melo. Um volante tipo "carregador de piano" (Chinesinho), outro volante com excelente capacidade de sair jogando e chutar em gol (Zé Carlos), um meia muito habilidoso mas também rápido (Lucinho) e outro meia para o qual o adjetivo craque não era exagerado (Amilton Melo). Tudo isso servindo dois atacantes, que poderiam ser um centro-avante ágil (como Marciano), ou um tipo "rompedor" (como Beijoca), ou ainda dois do tipo veloz (como Geraldino ou Haroldo).

Chinesinho era o último remanescente vivo daquele meio-de-campo. Todos os outros faleceram relativamente jovens.

Eu sei. Para muitos de vocês que não são fãs de futebol esse texto deve estar parecendo algo como um tratado arqueológico sobre as primeiras povoações humanas no Himalaia do Leste (desafio alguém a matar de onde tirei isso...). Um pouco de paciência, por favor, pois neste caso o futebol é apenas um meio, não um fim.

Voltando a aquela equipe de 73/74, ela me pegou bem na pré-adolescência. Eu já torcia pelo Fortaleza desde bem pequeno, mas até ali nunca havia sentido uma emoção daquele tipo que deixa marcas. O título de 73 foi gostoso, mas nada comparável ao que aconteceu em 1974.

Para ser sucinto: o grande rival venceu o 1º turno e foi para o último jogo do 2º turno jogando pelo empate. Ou seja, o bicampeonato transformou-se em algo quase inatingível.

Quase. Porque o Fortaleza venceu 3 vezes em sequência (4x0, 1X0 e 3X1), tudo no espaço de uma semana.

Imaginem agora o efeito que algo assim teve sobre aquele garoto gordinho, baixinho, de fala rápida, introspectivo e, como até hoje, passional. É daquelas coisas que ajudam a moldar que tipo de pessoa você será, e que ensina que o impossível quase nunca é tão impossível assim.

Além de ser o tipo de coisa que ajuda a apreciar aqueles momentos em que o filho homem está junto comigo, no sofá de casa, torcendo alucinadamente frente à televisão, às vezes varando a madrugada.

Para encerrar, dói um pouco escrever sobre isso nas vésperas de um possível (e provável) rebaixamento para a Série C.


16/10/2009

Pé-frio ??? Imagina...


Durante toda a Copa do Mundo Sub-20, a "Vênus Platinada", ou popularmente falando, a Rede Bobo, não transmitiu nenhum jogo em canal aberto.

Transmitiu apenas no canal fechado, e deixou o campo livre para a Band transmitir sozinha em TV aberta.

Bem, o Brasil chegou até a final contra Gana.

Aí, vislumbrando mais um auê, mais uma rasgação de seda patriótica, a "Poderosa" resolveu transmitir.

Claro que o fato de o jogo ser numa sexta-feira à tarde, sem atrapalhar quase nada a grade de programação, ajudou.

Bem, o Brasil, que vinha invicto no torneio, perdeu o título nos pênaltis.


Depois a turma diz que a emissora é pé-frio e eles acham ruim...




28/09/2009

Unidos pelo desespero


Os dois times são tricolores, com grandes torcidas, muitos títulos e péssimas diretorias no retrospecto.

Ambos estão na Zona de Rebaixamento de seus respectivos torneios, mais precisamente seguram cada qual a sua lanterna, e não a abandonaram nem mesmo tendo vencido na última rodada.

E ambos tem o nome iniciado pela mesma letra: F .

Se muita coisa não mudar, será F de ferrados, ou de coisa pior...

O irmão do norte precisa de um milagre.

O irmão do sul precisa de um milagre daqueles dignos de Moisés (o das águas, não o da zaga, bem entendido...), com tudo que isso significa...